segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Literatura folclórica: COMPARAÇÕES (8)


Chora mais que viúva nova.
Gruda mais que chiclete no cimento.
Mais apertado que calça de viado.
Mais apertado que ovo de zambeta.
Mais atrasado que risada de surdo.
Mais comprido que explicação de gago.
Mais curto que coice de preá.
Mais demorado que enterro de rico.
Mais doloroso que parto de porco espinho.
Mais envergonhado que padre em puteiro.
Mais escondida que amante de pastor.
Mais fácil que peidar dormindo.
Mais folgado que cama de viúva.
Mais folgado que vagina de velha.
Mais folote que lama de maré.
Mais inútil que buzina de avião.
Mais ligeiro que enterro de pobre.
Mais medroso que velha em canoa.
Mais moleza que sopa de minhoca.
Mais nervoso que anão em comício.
Mais nervoso que gato em dia de faxina.
Mais perdido que chinelo de bêbado.
Mais perdido que filho de puta em dia dos pais.
Mais por fora que rego de gordo.
Mais pra lá e pra cá que couro de pica.
Mais perfumado que filho de barbeiro.
Mais quieto que guri cagado.
Mais sujo que pau de galinheiro.
Mais tranquilo que cozinheiro de hospício.
Sofre mais que sovaco de aleijado.

Literatura folclórica: DITADOS E PROVÉRBIOS (39)


LP CARIRI apresenta aos seus leitores (como também aos colecionadores e estudiosos) MAIS 100 ditados e provérbios. Conheça-os ou relembre-os. Aprecie-os e apreenda os seus ensinamentos. Eles servem até como prática pedagógica para os professores, em sala de aula.

Quem usa cuida.
Quem vai adiante bebe água limpa.
Quem vai à Bahia feche a “braguia” (braguilha).
Quem vai pra casa não chega fora da hora.
Quem vai pra casa não se molha.
Quem vai por Egito dê lembrança a Faraó.
Quem vai pro mar se avia em terra.
Quem vai sem ser chamado volta sem ser mandado.
Quem vai, vai; quem fica sempre lambisca.
Quem vê a barba do vizinho arder bota a sua de molho.
Quem vai à festa, três dias não presta.
Quem vai à moita, a muito se afoita.
Quem vai ao ar perde o lugar.
Quem vai ao Pará, parou; quem bebe açaí ficou.
Quem vai ao vento perde o assento.
Quem vai a Portugal perde o lugar.
Quem vai caçar perde o lugar.
Quem vai e não se despede é porque não quer visita.
Quem vai e volta faz boa viagem.
Quem vai pescar há de se molhar.
Quem vem de longe é mentiroso.
Rabicho corta cu de bicho, quanto mais de gente.
Raça de boi é capim.
Raio não cai em pau deitado.
Raposa cai o cabelo, mas não deixa de comer galinha.
Raposa de luvas não chega às uvas.
Raposa que dorme não apanha galinha.
Raposa que muito tarda, caça aguarda.
Razão, quanto mais, melhor.
Rei morto, rei posto.
Remar contra a maré é perder tempo.
Sábado de aleluia, carne no prato, farinha na cuia.
Saco cheio não se dobra.
Saco vazio não se põe em pé.
Sacristão novo cospe fora da igreja, sacristão velho mija no altar.
Salada bem salgada, pouco vinagre, bem azeitada.
Saltar das brasas e cair nas labaredas.
Santo Antônio tira a dor, mas não tira a pancada.
Santo de carne, pau nele.
Santo, só Deus.
Tal amo, tal criado.
Tal é o dado como seu dono.
Tal pai, tal filho.
Tal vida, tal morte.
Tamanco faz zoada, mas não fala.
Tamanho não é documento.
Tanta lida para pouca vida.
Tantas cabeças, tantas sentenças.
Tanto é daqui pra lá como de lá pra cá.
Tanto faz correr como saltar.
Tanto faz dar na cabeça como na cabeça dar.
Tanto faz José como Cazuza.
Tanto faz pelado como sem cabelo.
Tanto faz que a água corra pra cima como pra baixo.
Tanto faz seis como meia dúzia.
Tanto mente o velho em sua terra, como o moço fora dela.
Tanto morre o Papa como o que não tem capa.
Tanto se me dá como se me deu.
Tanto tens, tanto vales.
Tanto vai o pote à bica que, um dia, lá se fica.
Tão bom como tão bom.
Tão bom é o balaio como a tampa.
Tão bom é o ladrão como o consentidor.
Tão bom é Pedro, como seu amo.
Tão certo como dois e dois são quatro.
Tão depressa morrem de cordeiros como de carneiros.
Tão grande é o erro como o que erra.
Tapona dada nem Deus tira.
Tarde dar é mesmo que negar.
Tatu, durante o dia no buraco, de noite o cachorro pega.
Tatu na toca é rei.
Ver, ouvir e calar.
Ver o mar e morar em terra.
Ver não tira pedaço.
Ver para crer.
Ver quanto dói uma saudade.
Vexame é doença.
Viagem de boca não faz despesa.
Vi com estes olhos que a terra há de comer.
Vida e confiança só se perde uma vez.
Vida é prazer de quem não tem saber.
Vida gemida, vida comprida.
Vinho, azeite e amigo, quanto mais velho melhor.
Vinho do meio, mel de baixo, azeite de cima.
Vinho velho, amigo velho e ouro velho.
Vintém poupado, vintém ganho.
Violência é crise de fraqueza.
Viúva de beira de estrada, nem viúva, nem casada.
Viúva é sobejo de defunto.
Viúva rica, casada fica.
Viúva rica com um olho chora e com o outro repica.
Viúvo fica é quem morre.
Viva a galinha com a sua pevide.
Viva deu o diabo à mãe.
Viva Deus e morra o diabo.
Viva quem tem bigode, quem tem cavanhaque é bode.
Viver não é nada, saber viver é que é.
Viver não posso, morrer não quero.
Você é estradeiro, mas eu moro na beira da estrada.
Vontade também consola.
Voz do povo, voz de Deus.

LP - DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO (10)



A língua portuguesa atingiu a sua plena identidade linguística no início dos Descobrimentos, no século XV. Hoje, é usada por mais de 250 milhões de pessoas como idioma oficial.


Mais de 7% da superfície continental da Terra falam o português. São oito os países de língua oficial portuguesa: Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Esses países representam 4% da riqueza mundial.


O português é uma das línguas oficiais da União Europeia desde 1986, quando da admissão de Portugal na instituição.


Em julho de 1996, foi criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que reúne os países de língua oficial portuguesa com o propósito de aumentar a cooperação e o intercâmbio cultural entre os países membros e uniformizar e difundir a língua portuguesa. Para acompanhar as atividades e iniciativas da CPLP, consulte na internet o endereço: www.cplp.org


A CPLP ou Comunidades dos Países de Língua Portuguesa é uma organização internacional, constituída pelos oito países independentes que têm o português como língua oficial.


Em razão dos acordos do Mercosul (Mercado Comum do Sul), do qual o Brasil faz parte, o português é ensinado como língua estrangeira nos demais países que dele participam.


O português é atualmente a quarta língua mais falada no mundo, segundo dados apresentados na exposição “Potencial Econômico da Língua Portuguesa” em exibição no Parlamento Europeu.
A ambição de internacionalizar a língua portuguesa estende-se também à área científica.


A língua portuguesa atual possui cerca de 400 mil palavras. O léxico, ou o conjunto de palavras da língua, foi sendo ampliado tanto pela inclusão de palavras emprestadas de outras línguas como pela criação de novas palavras, a partir de elementos já existentes no próprio idioma.


A língua portuguesa,  como qualquer outra língua, não é apenas veículo cultural precioso ou elo social inestimável. É também um instrumento político. E um valioso recurso econômico.



Há um aumento no interesse pelo estudo do português nas nações da América do Sul. O peso demográfico do Brasil no continente continuará a reforçar a presença do idioma na região. 

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

ALGUMAS LEMBRANÇAS PASSADAS (Dantas de Sousa) - crônica / redundâncias


               
            Algumas lembranças passadas
                                                           

Certa vez, eu tive uma surpresa inesperada. Eu ganhei grátis as passagens de ônibus para ir visitar um amigo meu que morava numa cidadezinha pequenina. Esse convite só fez aumentar mais minha amizade por ele.

Quando meus pais me disseram que eu iria viajar, gritei alto: oba! e até chorei lágrimas de tão emocionado. Fiquei tão alegre de contentamento que meu pai pensou que eu tinha ficado maluco da cabeça. Corri para o meu quarto, entrei para dentro, fechei a porta que estava aberta e deitei meu corpo na cama. Foi aí que pensei um pensamento:  comprar dois cds de pagode, que eram lançamentos novos, para eu dar de presente ao meu amigo.

Doutor Vital, o pai de meu amigo, que tinha sido vereador municipal da cidadezinha onde eles moravam e que era, na época, prefeito municipal de lá, possuía um bonito pomar de frutas, muito grande que parecia que não se acabava mais. Meu amigo me levou até lá para conhecê-lo. Eu vi com meus olhos muitas árvores plantadas no chão do pomar. Havia mangueiras cheias de mangas, coqueiros com muitos cocos. Nem me importei com aquele sol quente porque eu não tirava as minhas chinelas dos pés. Cada vez que eu admirava com o que via lá no pomar, meu amigo sorria alegre para mim e não parava de me falar palavras de conhecimento sobre o pomar.

Também havia, na casa do meu amigo, um porão onde o pai dele guardava dentro muitas coisas. Um dia, à tardezinha, a gente desceu para baixo com cuidado. Segundo meu amigo, o seu pai não emprestava nada do que havia lá porque o povo não devolvia de volta.

Confesso que tive muito medo lá naquele lugar. E, para piorar mais, num certo momento, quando voltei para trás, deparei de frente com uma coruja que parecia viva. Eita susto que eu tive. Depois daquilo, chamei meu amigo para a gente subir para cima. E, quando saímos para fora do porão, já com a lua redonda, no céu, eu disse para meu amigo que eu não queria mais retornar de volta, mais uma vez de novo, para aquele lugar.    

Numa certa noite, quando eu já estava deitado, choveu uma chuva bem forte. Nunca vou me esquecer daquela goteira que vinha  da telha. Não tive outra alternativa, me mudei para uma outra rede e continuei ainda apreciando a chuva que chovia lá fora.  

Como foi bom a minha viagem. Ainda mais, eu tenho outras lembranças do que passei na casa do meu amigo. Sinceramente, para ser franco, eu poderei, num outro dia que virá mais na frente, contar outras novidades inéditas que sempre me lembro vinte e quatro horas por dia.  


Como conclusão final deste meu texto, hoje, ao fazer meus planos para o futuro, afirmo que, diferente da grande maioria das pessoas, prefiro mais voltar à cidadezinha do meu amigo a ir passear em alguns países do mundo. Desejo, sim, repetir novamente aquele passeio. E, se as previsões para o futuro derem certo, eu irei comparecer pessoalmente a festa de formatura do meu amigo, a qual será no próximo ano vindouro

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

FUTURO ACINZENTADO (Dantas de Sousa) - crônica


                                       Futuro acinzentado

Dois aposentados conversavam na esquina, debaixo da acácia verdejante. Ao me aproximar deles, percebi uma moçoila magra, de pernas compridas, de minixorte, sentada ao lado do de chapéu de palha. Era ele um senhor magro, brincalhão, desses que gostam de tirar brincadeiras de mau gosto com mulheres. Envergonhada diante de mim, devido às tiradas picantes do idoso, a mulher resolveu ir para casa. E logo que ela entrou em sua casa, o tal conversador me anunciou:

- Essa magrela, mestre, cara de menina cheirando a leite, nem parece que tem quatro menino. Trepadeirazinha que nem a peste. E nenhum dos menino num conhece nem a venta dos pais.

O outro aposentado protestou:

- Mas peraí, Quinco, você nem deixou o assento da menina esfriar. Deixe dessa mania de falar das menina, das moça, das casada e das separada. Eu sei por que você fala daquela coitada ali: é porque ela num te dá a melancia pra tu enfiar tua faca nela.

Quinco nem lhe deu resposta. Foi logo apontando para uma outra que passava pela calçada do outro lado da rua, segurando uma criança com dificuldade de andar rápido. E me explicou que aquela mulher, também se parecendo com uma ameninada, já possuía seis filhos, cada qual de pai diferente. Ela se juntara mais um velho de sessenta e seis anos, aposentado, sem mais força para a brincadeira, e que se fazia de cego e de surdo para não querer saber de chifrada. Tinha mais, a irmã da mesma mulher, bem mais nova que ela, começara a abrir as pernas aos doze anos e já tirara da barriga para o mundo cinco meninos sem nunca poderem ouvir voz de pai.

- Aqui nesse nosso bairro, mestre, completou Quinco para mim, e já se levantando para se retirar, tem muito jumento-de-lote, cheim das tatuagem de vagabundo pregada no corpo, desses de cabelo dos artista e dos jogador da seleção e se requebrando como os viado faz.  Aí, essa muierada se derrete toda  de tanto cheiro e  agarro. Aí, pra ser furada, é um trisco só. Pronto, no outro dia,  o volume começa a se inchar na barriga.

Ao terminar de falar, Quinco se afastou de nós dois, sem dar ouvidos para as advertências do amigo aposentado lhe afirmando que ele ainda iria cair numa enrascada por causa da sua língua sem freio. Só que mal o falador desapareceu  na outra esquina, Luís Pequeno abriu o verbo para mim. Primeiro me preparou ao me esclarecer de que não apreciava bater a língua nos dentes a respeito de vida alheia, pincipalmente de vida de mulheres. Depois, apontando-me casa por casa, com seu dedo indicador, se parecendo com uma fina e comprida macaxeira, narrou-me a vida sexual e maternal das moradoras - mães solteiras, separadas, adúlteras - dos quatro quarteirões em volta da esquina. Observei que, ao final do seu extenso relato, Luís Pequeno se mostrava já de voz cansada. Mas ainda teve força para me concluir seu texto de cruel e fantástico realismo :

- Eu num queria ingressar nesse converseiro não, meu amigo. Quinco puxou, e eu espichei porque senti que o amigo ficou nas reticença, querendo que eu carregasse mais nas tinta. Pois eu só queria mostrar ao amigo como as de hoje são. Também, meu amigo,  a brincadeira de graça, num precisa de pagamento pra se brincar de vute-vute. Hoje em dia, nem precisa mais de se esconder como naquele tempo. E como a coisa se desenrolando sem fôlego, vai terminar todo mundo como bicho bruto, no meio da rua, todo mundo passando e nem tando aí. Home com muié, muié com home. Viado com viado, sapatão com sapatão.

Mas, antes de nos separar, Luís Pequeno me profetizou, apontando-me com seu dedo de macaxeira:

- Deus, o Pai de Nosso Senhor e de nós todos, pode se preparar o amigo prum futuro acinzentado, Ele vai soltar de lá de cima umas bomba na cabeça dos homem, igual o que Ele fez com a Sodoma. Eu, o amigo, num sei se vamo tá ainda batendo nossos ôlho pra gente ver de perto e morrer tostado.

                                         Dantas de Sousa  

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Literatura folclórica: DITADOS E PROVÉRBIOS (38)



LP CARIRI apresenta aos seus leitores (como também aos colecionadores e estudiosos) MAIS 100 ditados e provérbios. Conheça-os ou relembre-os. Aprecie-os e apreenda os seus ensinamentos. Eles servem até como prática pedagógica para os professores, em sala de aula.

Quem bem ata bem desata
Quem bem está e mal escolhe, por mal que lhe venha, não se anoje.
Quem bem nada não se afoga.
Quem bem vive bem, morre.
Quem bota a carapuça acha que lhe assenta.
Quem brinca com arma de fogo brinca com o cão.
Quem caça e acha não é desgraça.
Quem cala colha, quem fala semeia.
Quem cala confessa.
Quem cala não diz nada.
Quem cala não quer barulho.
Quem cala vence.
Quem caminha por atalhos nunca sai de sobressaltos.
Quem canta seu mal espanta.
Quem carrega é que sabe o peso que pega.
Quem casa com mulher feia não tem medo de outro homem.
Quem casa com mulher magra e feia tem pelanca pro feijão.
Quem casa com mulher rica e feia tem ruim cama e boa mesa.
Quem casa com sapateiro lambe sola o ano inteiro.
Quem casa filha depenado fica.
Quem casa quer casa.
Quem casa quer casa longe da casa em que casa.
Quem cedo dá, dá duas vezes.
Quem cedo se deita e cedo se levanta: doença, pobreza e velhice espanta.
Quem chora seu mal aumenta.
Quem chora seu mal minora.
Quem chora seu mal piora.
Quem com cães se deita,  com pulgas se levanta.
Quem com coxo anda, aprende a mancar.
Quem come calado não perde bocado.
Quem come cantando, morre berrando.
Quem começa e não acaba, pode virar guabiraba.
Quem come de graça é impingem.
Quem come doce caga azedo.
Quem come do meu pirão levado meu cinturão.
Quem come e guarda, duas vezes come.
Quem come fiado, caga maçaroca.
Quem come quente é gavião.
Quem come sem conta, morre sem honra.
Quem come só se engasga.
Quem comeu a carne que roa os ossos.
Quem com farelos se mistura maus cães o comem.
Quem comigo sempre andou, por mim nunca esperou.
Quem com morcegos anda, dorme de cabeça para baixo.
Quem com muitas pedras bole uma lhe dá na cabeça.
Quem com o demo anda com o demo acaba.
Quem com os maus se mistura chora e não canta.
Quem com porcos se mistura farelo come.
Quem compra e mente, na bolsa o sente.
Quem compra fiado paga dobrado.
Quem compra o que não pode, vende o que não quer.
Quem compra o supérfluo, vende o necessário.
Quem compra sem poder, vende sem querer.
Quem consigo só se aconselha, consigo só se arrepende.
Quem conta com o ovo no cu da galinha morre de fome.
Quem conta com seu hóspede, duas vezes conta.
Quem convida dá banquete.
Quem corre atrás de dois, um vai-se embora.
Quem corre com medo não pergunta por caminho.
Quem cuida da vida dos outros se esquece da sua.
Quem dá a papa lambe o dedo.
Quem dá, bem vende, se não é ruim quem recebe.
Quem dá bom exemplo dá bom conselho.
Quem dá esquece, quem apanha lembra.
Quem dá e torna a tomar, no inferno vai parar.
Quem dá e torna a tomar, vira as costas para o mar.
Quem dá nó não perde ponto.
Quem dá o pão dá o castigo.
Quem dá o que é seu, sem ele se fica.
Quem dá o que tem a mais não é obrigado.
Quem dá o que tem a pedir vem.
Quem dá se parece com Deus pelas costas.
Quem deixa de ser amigo nunca o foi.
Quem de moço não morre, de velho não escapa.
Quem de moço não varia, de velho se endemonia.
Quem de muito quer saber, mexerico quer fazer.
Quem de noite quer cear, de tarde vai buscar.
Quem depressa se determina, cedo se arrepende.
Quem desdenha quer comprar.
Quem desenforca se enforca.
Quem despreza o pouco não ama o muito.
Quem deve a Deus paga ao diabo.
Quem deve a quem me deve a mim deve.
Quem deve é porque tem crédito.
Quem deve não levanta a cabeça.
Quem deve não tem razão.
Quem deve, ou pague, ou rogue.
Quem diabos compra, diabos vende.
Quem dinheiro tiver fará o que quiser.
Quem diz filho diz tormento.
Quem diz mal do seu, mal calará o alheio.
Quem diz tudo quanto sabe, fica sem saber de nada.
Quem dói o dente, vai à casa do barbeiro.
Quem dorme descansa e deixa descansar.
Quem dorme, dorme-lhe a fazenda.
Quem dorme não peca.
Quem dorme na pipa, amanhece na bica.
Quem duma escapa, cem anos vive.
Quem é besta pede a Deus que o mate e ao diabo que o carregue.
Quem é bom já nasce feito.
Quem é bom já nasce feito, quem quer se fazer não pode.